quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nós temos a responsabilidade de proteger os recursos naturais?


Hoje em dia, tem-se verificado uma grande irregularidade no clima e na temperatura no planeta. Consequentemente, muitas têm sido as alterações climáticas, apresentando períodos mais quentes e outros mais frios. Outra consequência é o degelo nas zonas do Ártico. Atualmente, as alterações têm como principal causa, a crescente urbanização e industrialização que são responsáveis pela queima de combustíveis fósseis, poluindo, cada vez mais, a atmosfera; e, ainda, responsáveis pelo despejo de detritos nos oceanos, aumentando o risco de marés negras. A esta série de alterações climáticas devido à poluição excessiva, designamos por Aquecimento Global.
Outra questão, é a do aumento da população e de várias sociedades. Com um grande aumento demográfico, maior vai sendo a necessidade de satisfazer as necessidades de consumo da mesma. Verifica-se um consumo excessivo, isto é, maior consumo de energia, alimentar e muito mais. Para satisfação do consumo, o governo procura explorar, cada vez mais, recursos naturais, como por exemplo, as árvores, para obter madeira e papel.
Nos dias de hoje, muitos são os países que optam por usar energias alternativas, provenientes de recursos naturais. No entanto, eu pergunto-me, será isso essencial e/ou sustentável para a natureza e para o homem? O facto é que pode até ser bom para o homem. Em um contexto de sustentabilidade, será isto aceitável? É claro que não, pois para a natureza é bastante prejudicial, uma vez que, os recursos naturais têm sido progressivamente sobre explorados, através desta sobreexploração a geração não poderá usufruir de tais recursos.
A verdade é que o homem acha que pode alterar tudo de forma a ter uma vida confortável. Exemplo disso é a nova marginal de Luanda em Angola. Foi tudo bem construído, estava tudo simplesmente bonito, mas o grande erro foi a tentativa de travar o mar. Resultado disso, logo que, choveu torrencialmente em Luanda, parte da marginal encheu-se de água, isto é: a maré foi subindo, danificando as recentes obras. O que tem que se ter em conta, é que a natureza tem sempre uma “resposta”, isto é: o mar, por exemplo, por mais que o tentem travar, tanto com barreiras ou mesmo com uma grande quantidade de areia, vai arranjar sempre um espaço por onde sair. O que leva, muitas vezes, a “tsunamis”.
Mais uma vez, factores como estes desastres naturais, resultam da ação da atividade humana.
De acordo com Júlio José Chiavenato, escritor brasileiro, para proteger o meio ambiente não basta leis. É também necessária uma educação e consciência ambiental. Isto é: as pessoas precisam de ter consciência de que não podem estragar o planeta e que afectando o ambiente (as florestas) estão a matar-se a si mesmos. Digo isto, pois a natureza é a única fonte que nos fornece todos os recursos essenciais à vida.
Júlio José apresenta ainda uma grande expressão “Pensar globalmente, Agir localmente”. Pensar globalmente é entender que apenas uma pessoa que desperdiça a energia prejudica toda a sociedade. Agir localmente, é saber que se pode corrigir tal comportamento. Esta expressão pode ser utilizada também, na minha opinião, para dizer que é necessário pensarmos no NOSSO PLANETA e cada um, neste caso, cada país, fazer sua parte, visto que existem diferentes climas e que nem tudo que dá, por exemplo, para fazer no Ártico vai ser possível ser feito no Equador. A questão é que cabe a nós proteger o nosso planeta.
O mesmo autor afirma que o ambiente está degradado pois a geração passada não teve esta educação ambiental. Pois eu não concordo, uma vez que, a geração passada, antes da industrialização, o ar era mais puro e muito menos poluído. É bem verdade que não havia um conhecimento como o que temos nos dias de hoje, mas havia civismo, respeito pela natureza.
Concluindo, para evitar a degradação do meio ambiente é necessária uma mudança no comportamento da sociedade.
(642 palavras)