Hoje em dia, tem-se verificado uma grande irregularidade no
clima e na temperatura no planeta. Consequentemente, muitas têm sido as
alterações climáticas, apresentando períodos mais quentes e outros mais frios.
Outra consequência é o degelo nas zonas do Ártico. Atualmente, as alterações
têm como principal causa, a crescente urbanização e industrialização que são
responsáveis pela queima de combustíveis fósseis, poluindo, cada vez mais, a
atmosfera; e, ainda, responsáveis pelo despejo de detritos nos oceanos,
aumentando o risco de marés negras. A esta série de alterações climáticas
devido à poluição excessiva, designamos por Aquecimento Global.
Outra questão, é a do aumento da população e de várias
sociedades. Com um grande aumento demográfico, maior vai sendo a necessidade de
satisfazer as necessidades de consumo da mesma. Verifica-se um consumo
excessivo, isto é, maior consumo de energia, alimentar e muito mais. Para
satisfação do consumo, o governo procura explorar, cada vez mais, recursos
naturais, como por exemplo, as árvores, para obter madeira e papel.
Nos dias de hoje, muitos são os países que optam por usar
energias alternativas, provenientes de recursos naturais. No entanto, eu
pergunto-me, será isso essencial e/ou sustentável para a natureza e para o
homem? O facto é que pode até ser bom para o homem. Em um contexto de sustentabilidade, será isto aceitável?
É claro que não, pois para a natureza é bastante prejudicial, uma vez que, os
recursos naturais têm sido progressivamente sobre explorados, através desta
sobreexploração a geração não poderá usufruir
de tais recursos.
A verdade é que o homem acha que pode alterar tudo de forma
a ter uma vida confortável. Exemplo disso é a nova marginal de Luanda em
Angola. Foi tudo bem construído, estava tudo simplesmente bonito, mas o grande
erro foi a tentativa de travar o mar. Resultado disso, logo que, choveu
torrencialmente em Luanda, parte da marginal encheu-se de água, isto é: a maré
foi subindo, danificando as recentes obras. O que tem que se ter em conta, é que
a natureza tem sempre uma “resposta”, isto é: o mar, por exemplo, por mais que
o tentem travar, tanto com barreiras ou mesmo com uma grande quantidade de
areia, vai arranjar sempre um espaço por onde sair. O que leva, muitas vezes, a
“tsunamis”.
Mais uma vez, factores como estes desastres naturais,
resultam da ação da atividade humana.
De acordo com Júlio José Chiavenato, escritor brasileiro,
para proteger o meio ambiente não basta leis. É também necessária uma educação
e consciência ambiental. Isto é: as pessoas precisam de ter consciência de que
não podem estragar o planeta e que afectando o ambiente (as florestas) estão a
matar-se a si mesmos. Digo isto, pois a natureza é a única fonte que nos
fornece todos os recursos essenciais à vida.
Júlio José apresenta ainda uma grande expressão “Pensar
globalmente, Agir localmente”. Pensar globalmente é entender que apenas uma
pessoa que desperdiça a energia prejudica toda a sociedade. Agir localmente, é
saber que se pode corrigir tal comportamento. Esta expressão pode ser utilizada
também, na minha opinião, para dizer que é necessário pensarmos no NOSSO
PLANETA e cada um, neste caso, cada país, fazer sua parte, visto que existem
diferentes climas e que nem tudo que dá, por exemplo, para fazer no Ártico vai
ser possível ser feito no Equador. A questão é que cabe a nós proteger o nosso planeta.
O mesmo autor afirma que o ambiente está degradado pois a
geração passada não teve esta educação ambiental. Pois eu não concordo, uma vez
que, a geração passada, antes da industrialização, o ar era mais puro e muito
menos poluído. É bem verdade que não havia um conhecimento como o que temos nos
dias de hoje, mas havia civismo, respeito pela natureza.
Concluindo, para evitar a degradação do meio ambiente é
necessária uma mudança no comportamento da sociedade.
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